Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 06/11/2022
Uma pesquisa do Instituto Pró-Livro apontou que 44% da população brasileira não pratica o hábito de leitura e 30% nunca comprou um livro. Tal dado mostra, na prática, o déficit de leitura no país. Diante disso, é importante analisar que esse quadro é agravado pela questão cultural e pela falha nas políticas públicas e, por isso, precisam ser sanados.
Em primeiro plano, percebe-se que os problemas ligados à leitura refletem costumes pré-estabelecidos pela população. Nesse âmbito, a sociologia cita que a família é a primeira instituição social que a criança faz parte e, por isso, é a responsável pela primeira socialização e contato com a cultura. Dessa forma, as famílias geralmente não incitam o hábito de leitura para as crianças. Assim, nota-se que é preciso mudar essa questão cultural.
Além disso, a falta de políticas socioeducativas efetivas voltadas para a educação básica é outra promotora das dificuldades na prática de leitura. Nesse viés, exemplifica-se a teoria de instituições zumbis de Zygmunt Bauman, que disserta sobre instituições existentes na sociedade, porém, sem executar seu papel com eficiência. Consoante a essa teoria, o Brasil tem instituições que promovem a educação, contudo, a má execução dessas faz com que haja ausência de bibliotecas públicas e escolares em diversas cidades e carência no incentivo educacional, como atividades didáticas. Desse modo, a falha das intituições corrobora para a falta de hábito de leitura no país e, por isso, deve ser combatida.
Logo, para sanar essa problemática, o Governo Federal, por meio do Ministério da Educação, deve promover campeonatos e campanhas de leitura nas escolas, premiando os alunos por livros lidos, a fim de incentivar a leitura desde as séries iniciais. Ademais, o Estado deve incentivar a construção de bibliotecas públicas em todas as cidades, por meio de verbas mandadas aos governos municipais, a fim de disponibilizar livros para todos os cidadãos brasileiros. Assim, será possível criar o hábito de leitura no corpo social e prover os livros a todas as classe, diminuindo os números alarmantes da pesquisa feita pelo Instituto Pró-Livro.