Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 09/04/2023
A Constituição federa de 1988, documento jurídico mais importante do país, pre- vê em seu artigo 6°, o direito à educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quan- do se observa os desafios para a prática da leitura na Brasil, dificultando, desse modo, a universalização desse direito social tão importante. Nesse contexto, des- tacam-se dois aspectos importantes: muitas pessoas não possuem acesso à leitu- ra gratuita, e nem todas possuem condições de comprar ivros.
Em primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater as problemáticas recorrentes a esse tema. Nesse contexto, é visível a falta de bibliotecas municipais na atualidade, como também escolas pú-blicas que possuem bibliotecas muitos dos livros são desaualizados,assim, resultando na falta de interesse do aluno pela leitura. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma vioação do “contrato- social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a educação.
Ademais, é fundamental apontar que nem todas as pessoas possuem condições de comprar livros como impulsionador do problema no Brasil. De acordo com o site Brasil de Fato, 30% da população brasileira nunca comprou um livro. Diante dos dados apresentados, é visível o tamanho dessa problemática no Brasil, pois li- vros com valores altos estimulam a falta de interesse na prática da leitura. Logo, é inadmisivel que esse cenário possa continuar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esse obstáculos. Para isso, é imprescindível de o Ministério de Educação, (órgão do governo responsável de todos os assuntos relacionados à educação), possam fazer investimentos em livros atuais para serem entregues em escolas, como também por meio do Documento Nacional do Estudante o aluno possa obter um desconto no valor dos livros em livrarias. Assim, se consolidará uma sociedade com mais prática à leitura, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato- social” , tal como afirma John Locke.