Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 07/07/2023
Observa-se que muitas discussões têm ocorrido acerca dos desafios para a prática de leitura no Brasil. Isso acontece devido à negligência governamental e ao direito voltado a poucos; fatos que culminam em preocupantes mazelas. Desse modo, é imprescindível refletir e intervir em tais problemáticas em prol da plena harmonia.
Primeiramente, cabe analisar de que modo a falta de medidas governamentais agrava a supracitada mazela. Nessa conjuntura, faz-se essencial observar a sociedade brasileira pelas lentes do sociólogo Z. Bauman e a sua teoria sobre as “instituições zumbis”. Segundo o autor, os dias atuais são marcados pela fragilização das instituições sociais, as quais perderam a capacidade de garantir os atributos a que lhes foram inicialmente propostos. Nesse viés, a veracidade do dito Bauman reflete-se diante das baixas ações realizadas pelo Estado para garantir a prática da leitura para todos todos os habitantes nacionais. Um direito básico, prescrito de forma tópica na constituição, mas que na concretude não é garantido todos os brasileiros.
Ademais, tal fator se deve ao fato de haver um grande acúmulo de renda histórica no Brasil. Desde o período colonial, em que apenas as elites agroexportadoras tinham acesso a leitura e lazer, o país é comandado por uma pequena parcela da população, que rege em benefício próprio. Esse fato pode ser observado na atualidade em situações como a retomada do Brasil para o “Mapa da Fome” e as dificuldades de ser aprovadas no Congresso leis que aumentam a cobrança de impostos sobre os ricos. Tanto o fator histórico quanto o atual apenas aumentam a concentração de renda e desigualdade brasileira, evidenciadas pelo Índice de Giniferramenta da Geografia, que mede o nível de concentração de renda de um país, variando de zero a um — cada vez mais próximo de um, ou seja, cada vez mais desigual.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. No entanto, o Ministério da Saúde deve propor a criação de palestras com terapeutas a cada mês nas escolas, por meio de um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados, a fim de normalizar o tema da falta de incentivo para a prática da leitura e incentivar o público afetado a ter conversas particulares com os palestrantes em prol de seu bem-estar.