Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 05/09/2023

O filme “Matilda”, contextualiza uma criança amante de livros, sendo estes, sua fonte de imersão em meio a um cotidiano problemático, permitindo desenvolver seu conhecimento e criatividade. Trazendo à realidade, a prática de leitura no Brasil, infelizmente, vai de encontro com a mensagem posta no longa, uma vez que a formação e perpetuação do hábito - independente da idade - é dificultoso. Desse modo, destacam-se a elitização e o silenciamento social como fatores que corroem a boa prática.

Nesse âmbito, convém enfatizar que o acesso aos livros tornou-se algo limitado pelo dinheiro. Nesse viés, o filósofo Pierre Levy defende que “Toda tecnologia cria seus excluídos”. De fato, o acesso aos livros, não somente físicos, mas também em meio digital, não é democratizado, uma vez os altos custos para se desenvolver um hábito de leitura, muitas vezes, está além da capacidade econômica da população brasileira, excluindo evidentemente a parcela de baixa renda. Logo, elitizando a prática básica que deveria ser pluralizada.

Outrossim, vale destacar que a falta de expressividade na mídia deturpa a propagação dessa prática ao longo da sociedade. Nesse viés, o sociólogo Karl Marx, em sua teoria “Silenciamento dos discursos”, apresenta que alguns temas são omissos da sociedade para se ocultar as mazelas sociais. Pouco se fala nos centros midiáticos a respeito do hábito de leitura do brasileiro, omitindo sua decadência, impasses e importância no seu desenvolvimento pessoal e coletivo do leitor. Então, esse entrave precisa ser evidentemente contornada.

Portanto, medidas interventivas devem ser tomadas. Cabe ao Governo Federal - órgão de máxima capacidade no país, promover o acesso aos livros em mídia física e digital, por meio de projetos de inclusão da população de baixa renda, disponibilizando descontos e materiais conforme a classificação econômica, a fim de desconstruir a elitização vigente. Ademais, cabe Mídia de Massa, desenvolver novos programas e publicações que estimulem a boa prática, usando dos canais abertos de televisão e redes sociais, com intuito de formar uma consciência que se propague naturalmente. Destarte, o amor pelos livros não será algo preso na ficção.