Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 20/03/2025
No momento em que se pensa em formas de adquirir conhecimento nos dias atuais, a primeira forma que uma criança pensa é usando a Internet, aplicativos de pesquisa, o que não é de todo o mal, entretanto, algumas chegam até mesmo a usar aplicativos de vídeos curtos na vertical, dificilmente elas pensam em livros como fonte de informação, o que evidentemente diminui os índices de leitura.
Uma criança hoje é imersa na tecnologia de redes desde o seu nascimento. O “conteúdo infantil” das redes é feito para prender a criança pelo maior tempo possível, o que aumenta os seus níveis de Dopamina, gerando uma “recompensa” para sua cabeça, o que piora com aplicativos de vídeos curtos, que ainda diminuem o Liminar de Atenção. A alta dopamina gera um vício na cabeça da criança, o que a faz ter necessidade de mais, o que um livro não consegue oferecer; portanto, no período crucial para a leitura, que é a infância, eles não vão criar um costume de ler, que deveria se prolongar pelo resto da sua vida.
Como se o vício em dopamina previamente citado não diminuisse os índices o suficiente, temos ainda os pais e parentes da criança. Quando pequeno, um indivíduo vê seu própio pai ou mãe como a melhor inspiração e pessoa no planeta, então se o pequeno observar o hábito de leitura do seu pai, vai querer ler também, o que não acontece. Dentre os adultos, a maior dificuldade da leitura é socioeconômico, os preços de livros estão nas alturas, poucos realmente tem dinheiro, tempo e espaço para absorver a leitura, hábito que nunca foi incentivado.
Portanto, cabe ao Estado e ao Ministério da Educação criar políticas públicas de incentivo a leitura nas escolas, o que pode fazer com que crianças deixem de ver livros como somente origação para atividades escolares, e também cabe a empresas dar um mínimo incentivo aos seus funcionários leitores. Com tais medidas, a leitura de livros pode ser impulsionada, consequentemente, a taxa de alfabetização nacional e o conhecimento da população, assim como a consciência política, além de que jovens poderão passar menos tempo em frente a telas, diminuindo seu uso excessivo e lhes dando um novo “hobby” e distração.