Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 21/03/2025
No ano de 2024, segundo dados publicados pelo G1, o percentual de leitores que não leram ao menos um trecho de uma obra literária, em um período de um ano, no Brasil foi correspondente a 53% da população. Em contrapartida, 10 anos antes, o número de leitores era 9% maior. A evidente queda possui forte ligação com crescentes incentivos ao uso de telas digitais em idades menores.
Segundo o levantamento TIC Kids Online Brasil 2024, 83% das crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos com acesso à internet têm perfil próprio em plataformas digitais. Devido a esse acesso excessivo a aparelhos tecnológicos, o sistema de recompensa do cérebro está cada vez mais desregulado e em busca de uma liberação imediata de dopamina.
De acordo com um artigo informativo de Victoria Dunckley, jogos eletrônicos e redes sociais fazem com que algumas crianças fiquem “viciadas” nos dispositivos e liberam muita dopamina. “Mas quando os caminhos de recompensa são usados em excesso, eles se tornam menos responsivos e é necessário cada vez mais estímulo para experimentar o prazer”. Livros não liberam dopamina em uma velocidade similar as telas, acarretando uma busca maior por meios digitais.
Diante disso, a resolução deste problema só é possível através do aumento do incentivo à leitura e da redução de imediatos estímulos de dopamina causados por aparelhos eletrônicos na infância. Cabe ao governo federal incentivar a população através de palestras, doação de livros e aumento de matérias que necessitam da leitura, a fim de minimizar impactos e aumentar o hábito de leitura na população. “A leitura do mundo precede a leitura da palavra” - Paulo Freire.