Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 21/03/2025

No contexto histórico da leitura do Brasil a exclusão dessa prática desde a época colonial gerou uma base que persiste até hoje, limitando o acesso à cultura e ao conhecimento. Atualmente, a leitura muitas vezes é subestimada ou tida como insignificante. O processo dessa prática começa desde a infância, quando a pessoa se vê no início da alfabetização que muitas vezes não é introduzida aos brasileiros pela falta de acesso e incentivo seja em casa ou nas escolas além das dificuldades financeiras encontradas na obtenção de livros.

O declínio da leitura no Brasil se dá pelo alto índice de pessoas que não tem ou que tem pouca afinidade com a habilidade de ler. Estima-se que 7% do total da população com 15 anos ou mais, que seria em média 11,4 milhões de pessoas são analfabetas no Brasil. Além disso, existem as pessoas que tem analfabetismo funcional, condição a qual faz a pessoa ter dificuldades de leitura e interpretação mesmo sendo alfabetizadas. Isso ocorre pela falta de prática da leitura, resultado da falta de incentivo.

Outrossim, o fator econômico também faz parte, atuando na acessibilidade da leitura às pessoas. É prevista para o ano de 2026 por meio do PL 3.887/2020 a substituição dos atuais tributos PIS e Cofins pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que resultaria no aumento dos impostos sobre as vendas das editoras em até 12%, aumentando significativamente os preços dos livros visto que no processo de fabricação há várias etapas e profissionais que devem ser remunerados pelos seus serviços, resultando no aumento dos preços para que esses custos possam ser bancados além da geração de um lucro para as editoras. Esse aumento resultaria na agravação da falta de acessibilidade dos livros, visto que nem todos teriam condições de comprá-los.

Sugere-se a promoção de campanhas de incentivo à leitura nos ambientes acadêmicos e plataformas digitais, a mobilização do incentivo à leitura pelos professores, a instalação de clubes do livro e o investimento do governo em bibliotecas públicas além da criação de projetos de lei para a educação e a redução de impostos sobre editoras, tornando os livros mais acessíveis.