Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 21/03/2025
O Brasil não está entre os países com as melhores colocações quando se trata de leitura. No ano de 2022, segundo o PISA, o Brasil se encontrava no 52º lugar no ranking global de leitura. Entretanto, muitas vezes esquecemos as circunstâncias que podem levar uma população a um baixo índice de leitura. Vale ressaltar que o hábito da leitura não é uma atividade inata, mas sim um costume que deve ser incentivado desde a infância.
Será que o baixo índice de leitura está ligado apenas ao chamado “desinteresse” por parte da população? Por conseguinte, diversas circunstâncias mostram que não. Políticas públicas de incentivo à leitura, como a compra governamental de livros, foram intensamente reduzidas nos últimos anos. O PNBE (Programa Nacional Biblioteca da Escola), projeto que visava distribuir acervos de livros para escolas públicas, por exemplo, não teve continuidade, sendo descontinuado e substituído por outros projetos menos abrangentes. Isso demonstra a falta de incentivo e preocupação com a acessibilidade à leitura por parte do governo.
A teoria do psicólogo Lev Vygotsky defende que o desenvolvimento humano é resultado da interação social e do ambiente. Sob essa perspectiva, de acordo com o Ipea, as periferias correspondem a 29% da população brasileira, índice que deveria ser imperativo para despertar a atenção do governo quanto ao desenvolvimento de políticas públicas de incentivo à leitura nessas áreas.
Infelizmente, enquanto o incentivo e a motivação não ocorrerem e não alcançarem toda a população, o Brasil permanecerá com baixos índices relacionados à leitura e ao desenvolvimento da escrita. Assim, reforça-se a necessidade e a importância da presença do governo nesses incentivos e na aplicação de políticas públicas que visem o avanço dos dados apresentados anteriormente.