Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 21/03/2025

A Política Nacional da Leitura e Escrita (PNLE) tem como diretrizes o desenvolvimento de políticas públicas que prometem a promoção da leitura, da escrita, da literatura e das bibliotecas de acesso público no Brasil. No entanto, essas políticas públicas não se efetivam na prática, já que o país é um dos que menos lêem a nível mundial. Tal problemática se dá, principalmente, pelo excesso de exposição às telas e pela falta de acessibilidade às bibliotecas e espaços de leitura por parte da população.

Inicialmente, o excesso de exposição às telas podem afetar o desenvovimento cognitivo, socioemocional e, até mesmo, as hablidades motoras das crianças, especialmente aquelas da primeira infância. Esse fato se mostra muito evidente, já que 4 entre 10 brasileiros não lêem e 30% nunca sequer compraram um livro. Segundo o filósofo Immanuel Kant, “o ser humano é aquilo que a educação faz dele”, por isso, é necessário que haja uma mudança na educação dessas crianças em relação ao uso da tecnologia.

Além disso, a falta de acessibilidade às bibliotecas e espaços de leitura também contribui para a baixa taxa de leitura no Brasil. Muitas cidades não possuem bibliotecas públicas bem estruturadas, e, quando existem, muitas vezes carecem de acervo atualizado e atrativo para os leitores. Também a desigualdade social impede que muitas famílias tenham acesso a livros em casa, tornando a leitura um hábito pouco presente no cotidiano da população.

Assim para solucionar o problema, é essencial que o governo invista em bibliotecas acessíveis e políticas de incentivo à leitura. As escolas também devem estimulas o hábito da leitura desde a infância, equilibrando o uso da tecnologia. Com ações efetivas, será possível ampliar o acesso aos livros e formar uma sociedade mais críticas e bem-educada.