Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 21/03/2025
No filme “Anne with an E”, é retratada uma menina órfã que não tinha condições de comprar livros - o que dificultava seu hábito de leitura - e roubava os livros de sua cuidadora. Fora da ficção, considerando a realidade da nação brasileira, pode-se observar a quantidade de pessoas de baixa renda que moram em regiões periféricas - nas quais não há investimentos na educação - o que impede o acesso aos livros.
Em primeira análise, observa-se a desigualdade social presente na nação verde amarela, na qual impossibilita a população brasileira em criar o hábito de ler, sendo assim, não alcançando o conhecimento necessário para conseguir coisas consideradas como básicas, tal como emprego, saber sobre política, entender situações que está acontecendo no próprio país, entre outras. É perceptível as consequências que a falta do acesso à educação formal causa no Brasil, “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”, frase escrita pelo ativista Nelson Mandela, em que pode-se fazer uma comparação com a realidade, em que a falta de acesso à educação deixa as pessoas mais vulneráveis.
Em segunda instância, analisa-se a falta de atenção do Estado à questão, agregando para o desnivelamento na educação, na qual há uma disparidade de conhecimento e habilidades entre as pessoas da mesma idade, até mesmo alunos da mesma série, causadas por essa falta de investimento em bibliotecas públicas nas regiões periféricas.
Contudo, é dever do Estado permanecer investindo em projetos de incentivo à leitura com a intenção de aumentar o índice de leitura, assim como, incentivar leituras em formatos alternativos, e-books e audiolivros - diminuindo o custo de matéria-prima, tradução de livros estrangeiros e importações -. Para o cidadão, é de extrema importância adotar uma ação coletiva, incentivando a doação e a troca de livros, em sebos ou em bibliotecas físicas, como também, apoiar editoras independentes, estimulando um mercado mais competitivo.