Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 22/03/2025

No livro “A Menina que Roubava Livros”, de Markus Zusak, a protagonista ilustra o poder transformador da leitura, capaz de oferecer refúgio, conhecimento e liberdade em meio ao contexto caótico em que ela se insere. No entanto, hordienamente observa-se que no Brasil, a prática de ler livros encontra-se cada vez mais escassa. Isso pode ser explicado pela falta de incentivo à leitura desde a infância em conjunto com a desigualdade social presente no país.

Nesse sentido, a falta do estímulo da leitura a partir da infância é um dos principais desafios enfrentados. Visto que, muitas crianças crescem em ambientes onde os livros são vistos como chatos e desnecessários, e não como ferramentas essenciais para o desenvolvimento pessoal, além disso, o sistema educacional, muitas vezes, não consegue despertar o interesse dos alunos pela literatura, priorizando métodos tradicionais que não dialogam com a realidade e os interesses dos jovens. Como consequência, a leitura é vista como uma obrigação escolar, e não como uma atividade prazerosa e enriquecedora.

Ademais, outro fator que contribui para a dificuldade de acesso à leitura no Brasil é a desigualdade social. Em um país onde milhões de pessoas vivem em situação de pobreza, comprar livros ou frequentar bibliotecas torna-se um privilégio para poucos. A concentração de bibliotecas públicas e livrarias nas áreas urbanas mais ricas exclui grande parte da população, especialmente aquela que vive em regiões periféricas ou rurais. Essa realidade limita o acesso à cultura e ao conhecimento, perpetuando ciclos de exclusão e dificultando a formação de leitores críticos e conscientes.

Diante desses desafios, é urgente que o Brasil reconheça a importância da leitura como um direito fundamental e um instrumento de transformação social. Com o ministério da educação em parceria com ONG’S a criação de um projeto que implementará bibliotecas públicas em áreas de vulnerabilidade social, e distibuirá gratuitamente livros infantis e juvenis. Buscando reduzir a desigualdade no acesso à leitura e promover o hábito de ler entre crianças e adolescentes, especialmente em regiões periféricas e rurais, garantindo que a literatura seja uma ferramenta de inclusão, educação e transformação social.