Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 19/03/2025

Segundo o educador Paulo Freire, a leitura vai além do livro, sendo um instrumento essencial para interpretar a realidade. No entanto, apesar de sua notabilidade para o desenvolvimento intelectual e social, a prática de leitura enfrenta obstáculos consideráveis. Dentre eles, destaca-se a desigualdade no acesso a livros e a concorrência das tecnologias digitais, dificultando o aumento do hábito leitor na sociedade.

Em primeiro lugar, a desigualdade social no Brasil é um dos principais entraves para a formação de leitores na sociedade. A falta de bibliotecas públicas em comunidades dificulta o acesso à informação. Conforme o Retratos da Leitura no Brasil 2020, cerca de 44% dos brasileiros alegam não ler por conta da falta de acesso a livros. Esse cenário revela um problema estrutural: o acesso à informação ainda é restrito. Logo, a desigualdade de acesso dificulta a formação de indivíduos capacitados.

Além disso, a influência excessiva das redes sociais e do entretenimento digital tem impactado negativamente o hábito da leitura profunda no Brasil. Embora o acesso à internet tenha aumentado de forma expressiva — atingindo 84% da população, segundo o Comitê Gestor da Internet no Brasil — grande parte do tempo online é destinado a conteúdos superficiais e de rápido consumo. Isso cria um ambiente de estímulo constante, que reduz a capacidade de concentração e desvaloriza práticas como a leitura reflexiva. Portanto, o uso desregulado da tecnologia representa um obstáculo à formação de leitores críticos e autônomos.

Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse. O Ministério da Educação, órgão responsável por planejar, coordenar e executar políticas públicas no Brasil, deve implementar ações de incentivo à leitura por meio da criação de programas nacionais de bibliotecas públicas, de modo a democratizar o acesso ao livro, visando estimular o jovem à leitura. Assim, promovendo a formação de uma sociedade mais crítica e participativa.