Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 21/03/2025
O filme ‘‘A menina que roubava livros’’ apresenta o roteiro de uma garota que, devido a ideologia de gênero, não poderia adquirir livros, entretanto o amor pela leitura à fazia roubar os tais para ler. Diante disso, o contexto da sociedade atual permite o livre acesso à leitura e a aquisição de matériais culturais, porém, devido as fatores atuais, os livros foram trocados por aparelhos eletronicos, causando um aumento da dificuldade, tanto financeira como social, no incentivo da prática da leitura.
Nessa perpectiva, cabe ressaltar a negligência do governo em relação à falta de acesso a livros - que deveriam ser distribuidos pelo governo - para a população mais pobre. Diante do exposto, essa inefíciencia do ‘‘Ministério Público’’, vai de encontro com o pensamento do filósofo e economista Arthur Lewis, o qual afirma que a educação é, sobretudo, um direito de todos, além de um investimento jamais disperdiçado. É inegável a lacuna deixada pelo estado na educação, tal que reflete diretamente na econônomia gerada pela compra e venda de livros, além de que a leitura influência vidas de diversos jovens que passam por problemas em casa - muitas vezes gerada pela baixa renda - e encontram na leitura uma forma de se refugiar.
Ademais, vale ressaltar o abandono na leitura de livros físicos devido ao avanço tecnologico que permite aos leitores - que possuem uma alta renda - a compra de livros digitais no meio online. Nesse aspecto, segundo o IBGE, ‘‘cerca de 73,4% dos leitures usufruem de meios online (como tablets) para realizar seus estudos.’’. Indubitávelmente, esses dados apresentam o resultado da da evolução dos meios digitas no dia a dia, resultado em um ‘‘funil social’’, pois faz-se notório que a digitalização da leitura no brasil, impossibilita o incremento de pessoas de baixa renda nesse nicho devido aos altos valores.
Portanto, urgem medidas administradas pelo Ministério Público para aproximar as classes mais baixas aos livros, possibilitando a ampliação da leitura na sociedade. De modo que se torne uma cultura presente no cotidiano do brasileiro de classes mais baixas. De tal maneira que em alguns anos, será possível contrapor o enredo da ‘‘menina que roubava livros’’, e manté-lo apenas nos cinemas.