Desafios para a preservação de parques ecológicos na era da escassez de recursos

Enviada em 03/10/2023

As árduas ondas de calor recentes, os repetidos casos de desmoronamento de terra devido a destruição da vegetação nativa costeira, além de incontáveis casos de alagamento metropolitano são apenas alguns exemplos de desastres gerados por décadas de abuso da natureza brasileira. A preservação de parques ecológicos -essenciais para a fauna, flora e acesso a bens por parte da população - encontra grande relevância no atual cenário, sendo reflexo e sofrendo com o sucateamento público e a destruição progressiva da paisagem nacional.

Conforme o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), cerca de: “49% dos parques ecológicos possuem apenas nove funcionários e 9% so-

mente um, tendo que cuidar de regiões com extensões equivalentes a onze mil es-

tádios de futebol “. Aliado ao sucateamento de profissionais responsáveis, outro fator é o corte de gastos com serviços públicos ambientais que perdeu mais de duzentos milhões de verba durante os anos do Governo Bolsonaro, tendo como consequência a pouca fiscalização e avanço de atividades ilegais.

Ademais, o ininterrupto e derradeiro extrativismo de contrabando de reservas indígenas, desmatamento de matas ciliares e desperdício no transporte de água evidenciam a impunidade aos grandes latifundiários e mineradoras clandestinas. Segundo reportagem da Deustch Welle, a contaminação dos aquíferos do Centro - Oeste devido avanço da atividade agrícola geram um efeito em cadeia em toda a nação que recebe água desses aquíferos agora sujos. A atividade ilegal aliada a má gestão pública então promove a escassez destes recursos a população, exemplo quando o saneamento básico e água tratada segundo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) alcançam apenas 46% dos lares nacionais.

Portanto, é necessário que o Poder Público - na figura dos Ministros do Meio Ambiente e Propaganda aliados a bancada verde do legislativo disputem estas pautas no Governo Executivo e Assembléias Legislativas além de promoverem o debate com a população nacional por meio das redes de rádio, TV e redes sociais, conscientizando as massas com a finalidade de reaver investimentos públicos na área e combater publicamente setores políticos a favor dessa exploração.