Desafios para a preservação de parques ecológicos na era da escassez de recursos

Enviada em 04/10/2023

Em 1970, ocorreu a expansão agrícola brasileira, a qual viabilizou o cultivo de grãos no Cerrado e, assim, alavancou a devastação dos recursos naturais em troca de uma intensa produção de bens agrícolas. Paralelamente, no Brasil atual, observa-se que essa expansão da produção agrícola dificulta a preservação de parques ecológicos naturais, visto que os moldes econômicos atuais favorecem esse paradigma, o que faz necessário a reconfiguração financeira para atingir a sustentabilidade produtiva.

Nesse cenário, é válido ressaltar que, segundo dados da Organização Mundial de Comércio, o Brasil ocupa a terceira colocação entre os maiores exportadores de produtos agrícolas do mundo. Dessa forma, a importância econômica do setor agropecuário serve como viés para justificar a degradação de ecossistemas naturais, uma vez que seu protagonismo financeiro é prepoderante sobre pautas ambientais. Entretanto, a crescente escassez dos recursos ecossistêmicos desconstói a visão romântica da sustentabilidade agrícola, demonstrando a precariedade da relação atual com o meio ambiente.

Desta maneira, evidencia-se que a recorrência de fenômenos ambientais, tais como enchentes e ciclones extratropicais, estão cada vez mais frequentes no território nacional. A título de exemplo, exemplifica-se os impactos causados pela chuva no mês de setembro de 2023; nessa situação, as consequências da degradação ambiental vão além de fatores econômicos, podendo ocasionar destruição em massa de cidades inteiras, como em Muçum no Rio Grande do Sul.

Infere-se, portanto, que medidas executáveis são necessárias para equilibrar a sustentabilidade e o desenvolvimento econômico no Brasil. Assim sendo, cabe ao Estado brasileiro, em paralelo aos órgãos competentes, propor medidas que incentivem o uso sustentável da terra; para isso, pode-se beneficiar produtores que asseguram a preservação de parques ambientais, com incentivos fiscais de produtos, a fim de estimular economicamente essa conduta. Além disso, pode-se criar campanhas de trocas ambientais, como a venda de créditos de carbono, com o intuito de diminuir os impactos ambientais causados pelo homem. Com essas mudanças,a sustentabilidade será incentivada, o que fará um país mais consciente.