Desafios para a preservação de parques ecológicos na era da escassez de recursos

Enviada em 14/10/2023

Manoel de Barros, grande poeta pós-modernista, desenvolveu em suas obras uma “teologia do traste”, cuja principal característica reside em dar valor às situações frequentemente esquecidas ou ignoradas. Segundo a lógica barrosiana, é preciso, portanto, valorizar também maneiras de preservação de parques ecológicos na era da escassez de recursos - já que grande parcela social não enxerga tal entrave com a devida relevância. Assim, vale ressaltar que o consumismo exacerbado e o histórico desinteresse político e econômico são fatores que devem ser combatidos.

Diante desse cenário, é lícito postular o consumismo exacerbado no combate ao revés supracitado. Para entender essa lógica, alise-se ao contexto histórico da Revolução Industrial, o qual com o incentivo à produção em massa, trouxe a naturalização do consumo desenfreado. Ao observar o aumento em extração de matéria-prima, associa-se a um cenário de influência industrial, pois o uso de matéria retirada dos parques ecológicos é proporcional à sua utilização. Dessa forma, é ilógico uma sociedade que deseja alcançar um patamar de elevado desenvolvimento, manter uma população que não preserva seus recursos ecológicos, gerando escassez dos mesmos.

Ademais, a irrefutável influência do histórico desinteresse político e econômico é um fator que dificulta a sua resolução. Sabe-se que no Brasil, o Art° 225 da Constituição Federal diz “é dever do estado a proteção e a defesa do meio ambiente”, contudo, apesar de está na legislação não é cumprido. Isso acontece porque o desenvolvimento social depende de uma minoria que detém o poder econômico e das instituições nacionais, as quais, muitas vezes, são historicamente lideradas por núcleos políticos corrompidos pelo patrimonialismo. Desse modo, enquanto persistir esse comportamento coletivo, não degradará os desafios para a preservação ecológica.

Fica explícito, então, que maneiras de amenizar os desafios de preservação natural devem ser debatidos. À luz disso, o Ministério do Meio Ambiente - responsável por incentivar o desenvolvimento sustentável, deve promover políticas públicas que incentivem a participação do Estado contra os desafios e colaborando com a dimin