Desafios para a preservação de parques ecológicos na era da escassez de recursos
Enviada em 16/10/2023
Do verde ao cinza
Segundo o filósofo francês Sartre, o ser humano é livre e responsável, logo, ca-be a ele as consequências do seu modo de agir. Sob essa ótica, é possível culpabili-zar o homem pela negligência com o meio ambiente, sendo esse o principal motivo da sua decadência. Tendo isso em vista, é imprescindível compreender a relação entre a urbanização, o consumismo e a preservação do ecossistema no momento de crise ambiental.
A priori, é um fato que as cidades estão cada vez mais edificadas. Tal fato rever-bera negativamente na questão da preservação do ecossistema local, pois o verde das matas é substituído pelo cinza do concreto. De acordo com a pesquisa “Viver em SP: meio ambiente”, o problema ambiental que mais reflete nos moradores é a falta de integração com a natureza, pois reverbera na baixa condição do ar. Desse modo, percebe-se que a integração com o meio ambiente é um dos pilares para uma vida de qualidade.
Ademais, atualmente é vivenciado os anos de mais incidência do capitalismo e da visão meramente lucrativa das empresas. Conforme o sociólogo Jean Boudrillard, a sociedade se organiza em torno do consumo. Como consequência, o sistema de produção capitalista manipula as massas com uma necessidade disfar-çada de consumismo. Além disso, não há preocupação das indústrias com a emis-são de gases, desmatamento ou com a poluição gerada pela produção.
Portanto, caminhos devem ser elucidados para ampliar os parques ecológicos. Para isso, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, autarquia vinculada ao Ministério do Meio Ambiente, deve, por meio do aumento do territó-rio, ampliar os parques urbanos já existentes. Tudo isso com a finalidade de preser-var o ecossistema brasileiro e promover melhora na qualidade de vida da popula-ção. Dessa forma, o ser humano estará reduzindo, parcialmente, o enorme dano que exerceu na natureza e responsabilizando-se por suas ações de negligência.