Desafios para a preservação de parques ecológicos na era da escassez de recursos
Enviada em 17/10/2023
O projeto Agenda 2030 desenvolvido pela ONU - organização da nações unidas- que conta com o engajamento de diversos países, incluindo o Brasil como objetivo a preservação da natureza. O Brasil é adepto à agenda, mas apresenta dificuldade em preservar seus parques ecológicos por apresentar uma cultura de origem extrativista e por priorizar os ganhos financeiros.
Dessa maneira, é necessário considerar a questão cultural como fator agravante no cenário de conservação ambiental. Nesse contexto, a pensadora brasileira Marilena Chauí afirmou que os animais são seres naturais; os humanos seres culturais, por consequência a cultura acaba por ditar o comportamente das pessoas. Por isso a população brasileira por descender de um passado colonial de característica extrativista, na qual não pensava-se sobre os riscos dessas atitudes, não se viu capaz de desenvolver uma mentalidade cuja prioridade seja cuidar dos recursos oferecidos pela natureza, práticar hábitos sustentáveis com o objetivo de conservá-la, propiciar a recuperação dos recursos hídricos ou áreas degradas. Assim sendo, a sociedade brasileira se vê com dificuldades para adotar uma nova maneira de relacionar com a natureza.
Diante desse cenário, a visão econômica que visa o lucro reforça os desafios com que se encontra o Brasil em preservar os recursos ambientais em um tempo no qual estão tornando-se cada vez mais escassoz. Sob essa óptica, para bauman os valores da sociedade estão sendo colonizados pela lógica do mercado, e por isso aparenta que a única função dos ecossistemas é servir como meio de ganho finaceiro e nada mais. Desse modo, os investimentos financeiros continuarão a ser destinado à exploração, e não para criação de meios com intuito de restaurar os recursos explorados ou o reforço de medidas já existentes. Por fim, o foco não está no bem ambiental gerado pela manutenção dos ambientes naturais, mas sim no lucro gerado por seu uso.
Portanto, faz- se urgente que o Estado por meio do ministério da educação, a fim de promover a mudança de pensamento e comportamento da população e dos proprietários de terra, promova palestras e divulgue a importância da preservação da natureza nas mídias, para findar com essa cultura e foco finaceiro.