Desafios para a preservação de parques ecológicos na era da escassez de recursos

Enviada em 25/10/2023

A Organização das Nações Unidas (ONU) elaborou o conceito de desenvolvimento sustentável a fim de proporcionar a evolução social e econômica das nações com consequências ambientais minimizadas. Entretanto, a escassez de recursos apresenta-se como uma questão problemática, já que unidades de conservação ambiental - como os parques ecológicos -, os quais estão de acordo com a proposta da ONU, são ameaçados no Brasil. Então, evidenciam-se como desafios para a preservação dessas: o imediatismo moderno e a falta de investimentos estatais.

Em primeira análise, vale ressaltar que a sociedade moderna, de acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman, é acometida pelo imediatismo. Por conseguinte, a capacidade de percepção de consequências a longo prazo é deturpada, o que resulta em um desprezo, pela sociedade, a conservação de parques ecológicos. Isso, porque a escassez de recursos impossibilita a satisfação plena dos indivíduos modernos os quais são acometidos por necessidades superficiais, e, por isso, colocam a importância da conservação desses ambientes em segundo plano.

Ademais, cabe mencionar que a falta de investimentos estatais constitui um obstáculo no que tange a questão. De acordo com o sociólogo Emile Durkheim, o Estado tem a função de promover a satisfação de seus cidadãos a fim de evitar problemáticas como a anomia social. A partir disso, entende-se que o desinteresse governamental em investir em parques ecológicos tem origem, em parte, no desprezo, pelo corpo social imediatista, pelos projetos ambientais. Dessa maneira, a manutenção de unidades de conservação ecológica é prejudicada, isso, porque o Estado não visualiza ameaça por anomia social - insatisfação e rebelião da sociedade -, visto que os cidadãos brasileiros não buscam essa conquista sustentável. Então, o governo não vê necessidade em investir em projetos.

Portanto, cabe às instituições com direcionamento ambiental que compõem o Estado adquirir visibilidade pelo corpo social. Assim sendo, o Ministério do Meio Ambiente deve promover a publicação, por meio das redes da Internet - como Youtube, Instagram ou Twitter -, de informativos sobre a importância a longo prazo dos parques ecológicos. Isso, a fim de conscientizar os cidadãos acometidos pelo imediatismo, os quais representarão uma ameaça ao Estado, que investirá mais.