Desafios para a preservação de parques ecológicos na era da escassez de recursos
Enviada em 04/11/2023
Machado de Assis, em sua fase realista, despiu a sociedade brasileira e teceu críticas aos comportamentos egoístas e superficiais que caracterizam essa nação. Não longe da ficção, percebem-se aspectos semelhantes no que tange à questão a preservação de parques ecológicos na era da escassez de recursos. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude da falta de investimentos públicos para a conservação dos parques e de debate sobre a importância do tema nas escolas.
Nessa perspectiva, há a questão da ausência de recursos destinados à preservação de parques ecológicos, que influi decisivamente na consolidação do problema. Sabe-se que a base de uma sociedade capitalista é o capital, como explicam filósofos como Karl Marx. Nesse sentido, para serem resolvidos problemas dentro do contexto capitalista, faz-se necessário investimento financeiro. No entanto, há uma lacuna de investimento para a preservação de parques ecológicos, conforme dados do IBGE, que tem sido negligenciada, o que torna sua solução mais difícil de ser alcançada.
Outrossim, o falta de educação sobre o tema ainda é um grande impasse para a resolução da problemática. Nesse sentido, Habermas traz uma contribuição relevante ao defender que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Desse modo, para que um problema como a preservação de parques ecológico seja resolvido, faz-se necessário debater sobre. No entanto, percebe-se uma lacuna no que se refere a essa questão, que ainda é muito silenciada. Assim, trazer à pauta esse tema e debatê-lo amplamente promoveria a conscietização da sociedade, a fim de que possam contribuir com a preservação dos parques ecológicos.
Logo, é preciso que as escolas, em parceria com empresas privadas, incentivem rodas de leitura e discussão no ambiente escolar, a partir de obras literárias que abordem o tema da preservação de parques ecológicos. Tais empresas podem fornecer os livros e os próprios professores realizariam o processo mediador, elaborando, posteriormente, exposições e mostras culturais que divulguem à comunidade o trabalho realizado. Portanto, como propõe Habermas, encontraria-se um meio de solucionar a questão, por meio do uso da linguagem.