Desafios para a preservação de parques ecológicos na era da escassez de recursos

Enviada em 17/02/2024

A obra “Ensaio sobre a cegueira”, de Saramago, retrata a invisibilidade de certos problemas na sociedade. No entanto, no contexto brasileiro, é notório que o desafio em preservar parques ecológicos, há muito tempo, não é considerado invisível, visto que a população já sofre com as consequências dessa negligência. Portanto, observa-se que práticas como o consumismo e a ausência de comprometimento com o ambiente devem ser revistas.

Mediante tal fato, ressalta-se as práticas insustentáveis de consumo dos brasileiros. Sob a óptica de Bauman, a lógica de mercado está colonizando os valores da sociedade. Nesse cenário, a crítica apresentada é evidenciada no consumismo, tendo em vista que uma enorme parcela de consumidores compra além do essencial, incentivando a exploração de recursos naturais. Contudo, a ausência de conscientização percebida na população, somada a influência exercida por canais midiáticos, contribuem para a escassez desses bens.

Ademais, as grandes corporações são responsáveis por acometer o meio ambiente em enorme escala. Segundo o mesmo filósofo, Bauman, o maior conflito da pós-modernidade é o individualismo. Nessa perspectiva, a característica citada é marcante na conduta de grandes proprietários do ramo empresarial, considerando que o anseio pelo lucro sobressai os cuidados de preservação ambiental. Logo, a falta de compromisso desses empresários para com esas questões torna-se um obstáculo para a sobrevivência dos recursos naturais.

Dessa forma, é indispensável intervir nesse cenário. Para isso, o governo deve aplicar leis ambientais mais rígidas, por meio de uma reforma na legislação, baseadas nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Além disso, é essencial que sejam aplicadas medidas punitivas àqueles que violarem as adotadas, visando assegurar o cumprimento das mesmas. Assim, espera-se que a preservação ambiental efetiva seja uma realidade no Brasil.