Desafios para a preservação de parques ecológicos na era da escassez de recursos

Enviada em 17/02/2024

Em 2021, as Nações Unidas organizaram um dos maiores eventos de preservação ambiental da história recente: a Conferência da ONU sobre biodiversidade, também conhecida como COP-15. Todavia,o assolamento constante de parques ecológicos, mostra que o Brasil desrespeita os objetivos propostos na COP-15. Com efeito, para promover a preservação desses parques, há de se combater a irresponsabilidade social e a omissão estatal.

Diante disso,a falta de consciência ambiental por parte dos indivíduos representa grave problema.Nesse viés, embora o artigo 225 da Carta Magna assegure o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, o Brasil ainda está distante de vivenciar tal realidade, principalmente por conta da irresponsabilidade social. Esse problema se justifica com descarte incorreto de produtos inflamáveis que ocasionam queimadas e, consequentemente, destruição dos parques ecológicos.Assim é incoerente que a nação “verde” seja marcada pelo desrespeito e pela indiferença aos recursos do meio ambiente que orientam as cores da bandeira nacional.

Ademais, a omissão estatal motiva a continuidade da problemática.Nesse sentido, Norboerto Nobbio - expoente filósofo italiano- afirma que as autoridades devem não apenas ofertar os benefícios da lei, mas também garantir que a população usufrua deles na prática. Sob essa lógica, a partir do raciocínio de Bobbio, o Estado precisa não apenas criar políticas públicas de preservação e proteção dos parques ecológicos, mas também sensibilizar a população nesse sentido.Essa falta de iniciativa estatal é evidenciada na falta de fiscalização dos parques ecológicos e leis mais rígidas aos infratores. Desse modo, enquanto a omissão estatal for a regra, a preservação dos parques ecológicos será uma exceção.

É urgente, portanto, que as escolas - responsáveis pela transformação social- discutam a falta de consciência ambiental, por meio de projetos sociais como feiras de sustentabilidade, aulas ao ar livre e oficinas envolvendo a comunidade para provocar o sentimento de pertencimento ao meio em que vivem. Essa iniciativa terá a finalidade de vencer os desafios de preservação dos parques ecológicos e garantir que a filosofia de Bobbio seja, em breve, a realidade do Brasil.