Desafios para a preservação de parques ecológicos na era da escassez de recursos

Enviada em 05/09/2024

Certamente, os parques ecológicos são espaços de uso público cruciais para a manutenção da biodiversidade e da relação entre seres vivos. No entanto, durante a era da escassez de recursos, há diversos desafios para garantir a preservação desses ambientes, sendo preciso analisar a postura do governo e da sociedade.

De início, vale ressaltar que o Estado é omisso quando se trata da preservação ecológica. Conforme pesquisa do Instituto Semeia, 67% dos representantes de parques afirmaram não contar com subsídios humanos e financeiros suficientes para os cuidados das áreas protegidas. Assim, evidencia-se que o alcance de um meio ambiente ecologicamente equilibrado torna-se um cenário utópico, pois o Poder Público inviabiliza a distribuição adequada de capital e não prioriza as questões naturais ao optar por desenvolver o cenário urbano. Por conseguinte, o desmatamento, a poluição e a falta de educação ambiental serão intensificados.

Ademais, substancial parcela da população utiliza os recursos naturais de maneira inconsequente, fazendo com que o acesso a eles seja limitado. A esse respeito, o filme “Wall-E” ilustra o planeta Terra, de maneira inóspita e degradada, após o ser humano ter erradicado as fontes sustentáveis. Fora da ficção, essa realidade não está muito distante, tendo em vista que a falta de empatia faz com que os indivíduos consumam em excesso, desperdicem bens biológicos, produzam muito lixo, influenciem na ebulição global e promovam a extinção de organismos. Com isso, há interferência na disponibilidade da matéria e na racionalização dela, dificultando, então, a preservação dos parques.

Logo, com o intuito de diminuir os desafios da conservação dos espaços ecológicos e de reverter as limitações de acesso aos recursos, cabe aos canais midiáticos, como importantes ferramentas de conscientização em massa, por meio de campanhas publicitárias, propagar as consequências da falta de empatia ambiental e dos desastres antrópicos de modo comovente. Outrossim, com a mobilização social, as autoridades serão pressionadas a reavaliar a gestão dos elementos naturais e priorizarão uma distribuição justa.