Desafios para a preservação de parques ecológicos na era da escassez de recursos
Enviada em 05/09/2024
A animação “Wall-e” retrata o planeta Terra dominado pela poluição após os humanos destruírem todos os biomas ao longo dos anos. De maneira parecida, os parques ecológicos brasileiros são ameaçados constantemente por ações irresponsáveis ameaçando, dessa forma, a integridade desses ecossistemas. Diante desse cenário, é preciso avaliar o agronegócio e a mentalidade social com causas.
Deve-se explorar, de início, o agronegócio como um dos desafios que impedem a
preservação de parques ecológicos no Brasil. Nesse contexto, segundo dados do
Ministério do meio ambiente (MMA), o modelo brasileiro de agropecuária é o
principal causador do desmatamento e das queimadas no território, já que para
conseguir pastos para criação de gado e terras para plantio de soja, por exemplo, é preciso derrubar as florestas. Nessa análise, o agronegócio também contribui para a escassez de recursos ambientais, visto que, ao destruir a vegetação nativa do país, o solo torna-se infértil e dificilmente será recuperado. Logo, se nada for
feito, não haverá mudanças no cenário nacional, haja vista que a agropecuária é
responsável pela maior taxa de exportação no Brasil.
Além disso, a mentalidade social, presa no mito de que o país não teria problemas ambientais por ser vasto em biodiversidade, é outro fator que contribui para a destruição dos parques ecológicos. O provérbio indígena “Só quando a última árvore for derrubada, o último peixe for morto e o último rio for poluído é que o homem perceberá que não pode comer dinheiro” exemplifica, nessa ótica, que os cidadãos não se importam com as consequências que a mentalidade consumista causará no futuro porque a ganância pelo dinheiro é maior que a vontade de deixar o ambiente íntegro às próximas gerações. Consequentemente, se não tiver uma mudança nessas ações, a preservação de parques não será uma realidade.
Infere-se, portanto, a necessidade da criação de medidas que ajudem a preservar os parques ecológicos. Para isso, cabe ao Poder Legislativo, na condição de detentor dos meios legais de transformação, criar leis que tornem obrigatório a fiscalização de produtores agropecuários brasileiros. Essa proposta deve ser aprovada por meio de debates na Câmara dos Deputados e tem como fim garantir o resguardo dos biomas do país.