Desafios para a preservação de parques ecológicos na era da escassez de recursos
Enviada em 08/10/2024
No mundo moderno, houve diversos avanços socioambientais que ampliaram, no imaginário cultural, a importância da natureza para a existência humana. Em con-trapartida, no Brasil hodierno, nota-se que essa conjuntura de progresso não foi suficiente para atenuar a degradação do ente natural, visto que as queimadas ain-da vaqueiam pelo espaço florestal brasileiro. Dessa forma, a fim de frear essa crise, é indispensável averiguar os seus principais desafios: o capitalismo predatório e o sentimento de soberania perante à estrutura ambiental.
Diante desse cenário, evidencia-se que o modelo produtivo vigente no país impul-siona o uso inadequado das queimadas pelo agronegócio. A respeito disso, enxer-ga-se, através da ótica histórica, que o sistema econômico atual está enraizado no modo extrativista colonial, o qual induzia, em prol do lucro máximo, a extração a-gressiva das riquezas da terra sem precaver os danos colaterais. Analogamente, é notório que a indústria agropecuária, subordinada à influência dessa lógica, esti-mula o uso criminoso do fogo, intuindo expandir as áreas produtivas para as flo-restas e, consequentemente, aumentar a lucratividade.
Ademais, aponta-se um nexo causal entre a problemática em questão e o subjul-gamento do meio ambiente. Em referência a essa alegação, sabe-se que o compor-tamento humano no planeta foi direcionado pelo viés iluminista do racionalismo. Nessa linha filosófica, o homem é levado à crença de que ele é a entidade de maior valor dentro do universo, uma vez que é dotado de consciência, enquanto todo o
resto, por uma determinação divina, deve ser subordinado à sua vontade. Desse modo, é justificável danificar, por meio das queimadas, o corpo natural para saciar os desejos da civilização, já que esse é inferiorizado por esse ideário.
Em suma, é indubitável afirmar que as queimadas nas florestas brasileiras carac-terizam uma grave crise. Dito isso, é dever do Estado, responsável pela mediação entre o desenvolvimento e a sustentabilidade, regular as atividades produtivas vol-tadas à terra, por intermédio da criação de leis mais rígidas contra a exploração predatória, intuindo enfrentar o uso das queimadas. Além disso, cabe as escolas, encarregadas pela modulação dos cidadãos, alterar os paradigmas de pensamento dos alunos, por meio de palestras educativas. Assim, combater-se-á os incêndios.