Desafios para a preservação de parques ecológicos na era da escassez de recursos
Enviada em 23/10/2024
Os desafios para preservar os parques ecológicos são uma problemática a ser fortemente debatida, visto que, há decadas, tende a afligir a vida dos brasileiros. Diante disso, cabe refletir acerca do ciclo de produção e consumo alimentado pelo sistema capitalista e do agravamento da crise ambiental vigente, como consequência da escassez de recursos.
Nesse contexto, é válido considerar o ciclo de produção e consumo movido pelo capitalismo como principal fator catalisador dos desafios para a preservação de recursos naturais no Brasil e no mundo. Segundo a Organização das Nações Unidas, o Brasil é um dos únicos países do planeta a possuir em abundância as “Sete Matrizes Ambientais”, essenciais para o agronegócio e a indústria. No entanto, é de extrema importância extrair a matéria prima da natureza de forma consciente e sustentável, para que ela mantenha-se capaz de produzir bens. Tais características são incompatíveis com as práticas predatórias do sistema capitalista, que visa apenas suprir a demanda de seus consumidores. Assim, torna-se evidente a urgência de alinhar as necessidades dos mercado com a preservação ambiental.
Ademais, é relevante considerar o agravamento da crise ambiental vigente como uma consequência direta da degradação dos parques ecológicos. De acordo com a escritora brasileira Djamila Ribeiro, é preciso dar visibilidade a um problema para que uma solução possa prosperar. A partir disso, percebe-se que, para solucionar problemas ambientais maiores - como o efeito estufa -, é necessário discutir suas causas - como a extração insustentável de bens naturais e a emissão de poluentes. Logo, nota-se a necessidade de agir em prol da preservação dos parques ecológicos e, consequentemente, do meio ambiente como um todo.
Portanto, tornam-se claros os desafios para a preservação de parques ecológicos na era da escassez de recursos e a urgência de combatê-los. Dessa maneira, é imperativo que o Governo Federal atue em medidas que priorizem a preservação ambiental. Isso deve ocorrer por meio do desenvolvimento de leis que limitem a extração de matéria prima e garantam o reflorestamento de áreas exploradas - visando devolver ao meio ambiente os bens extraídos -, para garantir atividades capitalistas menos predatórias e minimizar danos ambientais.