Desafios para a preservação de parques ecológicos na era da escassez de recursos
Enviada em 26/10/2024
Desde 1988, a Constituição Federal garante direito ao bem-estar social para todos os cidadãos, a fim de promover a integridade coletiva. Entretanto, no atual contexto social, a realidade difere-se da legislação, principalmente em função dos desafios para a preservação de parques ecológicos na era da escassez de recursos. Isso ocorre devido à negligência estatal e tem como consequência o afastamento da isonomia social.
Diante desse cenário, é vital ressaltar a negligência estatal como motor motriz. Nesse sentido, Hannah Arendt defende o conceito de “banalidade do mal”, tendên-cia que a sociedade tem em naturalizar mazelas. Desse modo, o descaso estatal em propagar informações sobre a função dos parques ecológicos, salvaguardar o meio ambiente na sua área de proteção, resulta na falta de preservação popular, pois tende a ser considerado um bem irrelevante. Consoante a isso, a permanência desse tipo de pensamento leva ao desgaste da natureza dentro dessa unidade de conservação, já que o governo, que deveria assegurar a sua importância, falha em propagar ideias de resguardo. Assim, tal fato resulta na banalização desse mal, como citado por Arendt, e tem como reflexo crises ambientais graves.
Outrossim, urge avaliar outra consequência do problema supracitado. Sob essa ótica, segundo o conceito de isonomia social, criado na Grécia Antiga e utilizado na legislação atual, todos os cidadãos devem ser tratados de maneira igualitária. Con-tudo, a negligência governamental perante esse assunto causa invisibilidade, pro-porcionando graves alterações no meio ecológico, visto que sem os parques ecoló-gico ocorre um desequilíbrio ambiental que resultará em mudanças climáticas, atingindo o bem-estar social. Dessa forma, a isonomia social é contrariada, pois uma parte da população encontra-se segregada.
Portanto, é necessário solucionar essa questão. Destarte, cabe ao Governo Federal -na condição de agente garantidor dos direitos individuais-, promover palestras educativas nas escolas sobre a relevância dos parques. Tal fato ocorrerá por meio de ambientalistas com a finalidade de informar toda a população acerca dessa temática. Por fim, os desafios para a proteção desses centros diminuirá e as propostas da Carta Magnade 1988 do Brasil serão efetivadas.