Desafios para a preservação de parques ecológicos na era da escassez de recursos

Enviada em 29/10/2024

Em 2021, a Organização das Nações Unidas organizou um dos maiores eventos de preservação ambiental da história recente: a Conferência da ONU sobre biodi-versidade, também conhecida como COP-15. Todavia, a exploração dos parques ecológicos impede que a sociedade vivencie os objetivos de preservação da ONU. Assim, há de se combater o silenciamento social e a omissão estatal.

Diante desse cenário, Jean-Paul Sartre afirma, em sua obra “O Ser e o Nada”, que existe um conceito conhecido como “Acomodação Social”, segundo o qual há temas banidos do debate coletivo. Sob a lógica de Sartre, a discussão acerca do descaso ambiental dos parques ecológicos, embora seja relevante, não recebe a devida importância. Tal negligência é evidenciada pela carência de ações sociais — palestras e debates públicos — que discutam caminhos para impedir a exploração desenfreada do patrimônio brasileiro. Dessa forma, enquanto o silenciamento for a regra, a era da escassez dos recursos naturais ainda será a realidade no país.

Ademais, Norberto Bobbio — expoente filósofo italiano — afirma que as autori-dades devem não apenas ofertar os benefícios da lei, mas também garantir que a população usufrua no cotidiano. Nesse viés, a partir do raciocínio de Bobbio, o go-verno deve não apenas criar políticas públicas, a exemplo do artigo 255 da Carta Magna que assegura o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem como garantir que a sociedade vivencie na prática. Essa falta de iniciativa estatal é exemplificada pela ausência de fiscalização regulamentada das corporações que exploram recursos naturais de forma predatória. Desse modo, é incoerente que a nação ainda conviva com o desrespeito à proteção ambiental.

É urgente, portanto, que as escolas — responsáveis pela transformação social — conscientizem a população sobre a importância da preservação dos parques ecológicos, por meio de palestras e abordem a exploração desenfreada do patri-mônio nacional. Além disso, o Estado deve implementar e rigorosamente fiscalizar as empresas que colocam em risco a proteção ambiental. Essas iniciativas terão a finalidade de promover a preservação dos parques ecológicos e garantir que os objetivos propostos pela ONU sejam, em breve, a realidade do Brasil.