Desafios para a preservação de parques ecológicos na era da escassez de recursos
Enviada em 14/07/2025
‘‘Eu sei que a gente se acostuma.Mas não devia.’’ A frase de Marina Colasanti retrata como a coletividade tende a normalizar problemas graves. Essa conduta contribui para a permanência de reveses socioambientais, como a dificuldade de se preservar parques ecológicos no Brasil. Logo, é essencial adotar ações para superar esse desafio, fruto da ineficiência estatal e do capitalismo predatório.
A princípio, é notória a inoperância estatal frente ao combate da escassez de recursos naturais. De acordo com Nicolau Maquiavel, no livro ‘‘O Príncipe’’, os governantes devem priorizar o bem universal. Todavia, o poder público contraria o autor ao não promover políticas eficazes para fiscalizar e ampliar áreas de conservação ambiental, de modo a fragilizar a proteção governalmental e favorecer a continuidade de atividades ilegais em zonas de preservação, a exemplo da mineração e extração de madeira. Em face disso, torna-se inaceitável que a postura improfícua do Estado colabore indiretamente com a degradação do ecossistema brasileiro.
Ademais, evidencia-se a prática predatória do mercado capitalista como agravante desse cenário. Nessa lógica, a obra ‘‘Ensaio sobre a Cegueira’’, de José Saramago, revela uma sociedade moralmente cega, definida pelo egoísmo e inércia social. Essa alienação moral se reflete na indiferença do corpo civil acerca dos abusos ao meio ambiente promovidos por empresas multinacionais, como despejo de resíduos industriais tóxicos em rios e garimpo ilegal em terras indígenas, de maneira a prejudicar tanto as comunidades quanto à biodiversidade. Diante desse descaso ecossistêmico, faz-se indispensável a necessidade da atuação intensiva do governo e da população para cobrar das grandes coorporações responsabilidade socioambiental.
Dessarte, alternativas são fulcrais para reverter esse quadro. Logo, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, defendor ambiental, garantir a proteção dos parques ecológicos, por meio de um projeto de lei que amplie para 24 horas a fiscalização da policia ambiental em regiões propícias para práticas ilegais, bem como penalizar empresas com encerramento operacional em caso de irresponsabilidade socioambiental, a fim de que se preserve os recursos naturais do país.