Desafios para a promoção do desenvolvimento sustentável das indústrias no século XXI

Enviada em 25/09/2026

No século XX foi realizado o Protocolo de Kyoto, uma das primeiras conferências climáticas, o qual discutia e estabelecia meios para o desenvolvimento sustentável. Infelizmente, ainda hoje, muitos dos objetivos não se concretizaram, demonstran-do uma negligência global perante a situação. Como resultado, há a intensificação de catástrofes ambientais e deterioração da qualidade e modo de vida da popu-lação. Diante disso, é necessário o debate e a proposição de ideias a respeito de caminhos para o desenvolvimento sustentável, tendo em vista a lógica estatal e consciência social.

Primeiramente, é fundamental destacar como a subordinação do Estado ao produ-tivismo é incompatível com a questão ambiental. Nesse âmbito, o filósofo Alemão Max Horkheimer afirma que o avanço da técnica e ciência afetaram apenas os mei-os, não havendo evolução das motivações e fins. Como consequência, nesse con-texto, é notória a incidência do pensamento de Horkheimer na dinâmica estatal brasileira, uma vez que o governo sacrifica o meio ambiente para atender a econo-mia – meio. Assim, a racionalidade que deveria libertar, torna o Homem em mais uma das engrenagens de um sistema que preza apenas por sua própria consagração.

Ademais, é importante apontar como a ausência de uma educação crítica impos-sibilita o debate sobre a questão ambiental. Sob essa óptica, o intelectual Paulo Freire afirma que a educação brasileira se dá por mão cassada passiva, não fomen-tando a criação de criticismo. Então, é criado um cenário que impede uma real par-ticipação popular, reduzindo o desenvolvimento sustentável de sua devida impor-tância.

Portanto, cabe ao Estado deter recursos para a transformação social – realizar pro-gramas educativos de participação ativa, como “Entender, preservar e amar”, por meio de oficinas e caminhos públicos, a fim de incentivar o engajamento à causa. Além disso, a mídia deveria constantemente mostrar as consequências do descaso com o meio ambiente, com intuito de mobilizar a população a pressionar o Estado a regulamentar atividades nocivas e a preservação.