Desafios para a promoção do desenvolvimento sustentável das indústrias no século XXI
Enviada em 02/11/2025
No Brasil, desde o período colonial, a conservação do meio ambiente foi negligênciada em detrimento do lucro individual. O desmatamento intenso da mata atlântica no início — reduzindo-a a 7% de sua área total — e posteriormente, o avanço feito pelos bandeirantes ao interior, o qual levou os outros biomas à situações análogas, exemplificam essa dinâmica. As indústrias atuais perpetuam essa problemática, fazendo-nos refletir sobre caminhos para combater o lucro irresponsável e a atuação do Estado nesse cenário.
Em primeiro lugar, é necessário destacar que os principais inibidores de uma nova fase industrial sustentável, são seus próprios proprietários. Esses que não residem nas áreas próximas as instalações, que sofrem com a qualidade do ar, água contaminada por rejeitos, pelo contrário, residem em áreas nobres da cidade/estado, e até mesmo em outro país — com o recurso financeiro advindo dessa mazela — essa busca pelo lucro de maneira irresponsável, provoca a devastação do meio ambiente e por conseguinte, adoece a população local.
Ademais, a atuação do Estado deveria ser preponderante para a resolução desse problema, porém, isso não ocorre pelo fato do Estado ser composto em grande parte, por agentes alinhados com os interesses dos tais proprietários. Segundo o filósofo Karl Marx, “a ideia dominante de um tempo é a ideia da classe dominante”, esta citação explícita a relação, os empresários não serão fiscalizados com a devida contundência se forem eles mesmos os fiscais. Tendo em vista como prioridade a criação de uma nova indústria nacional mais sustentável, é indispensável a dissociação entre fiscais e fiscalizados.
Portanto, é dever da população em geral, por meio da criação de ONGs, protestos pacíficos e utilização consciente do direito ao voto, escolherem representantes alinhados com suas necessidades, e que lesgislam em função delas; como por exemplo, a criação do Plano Pindorama, que destina 5% das arrecadações do novo arcabouço fiscal à centros de pesquisa, que têm como objetivo, encontrar modos de produção mais sustentáveis. Dessa maneira, uma sociedade mais saudável e justa seria construída.