Desafios para a promoção do desenvolvimento sustentável das indústrias no século XXI
Enviada em 27/07/2025
O filme “O preço da verdade” mostra uma empresa do ramo químico que contaminava pessoas e animais para favorecer seu crescimento econômico. De forma semelhante, diversas empresas, no contexto mundial, apresentam seu modelo de desenvolvimento baseado na destruição de recursos naturais. Assim, convém analisar dois desafios inerentes a temática: a priorização do lucro e o descaso com gerações futuras.
Em primeira análise, pode-se apontar a priorização do capital como um dos principais fatores que influencia a problemática. Nesse sentido, o pensador Zygmunt Bauman afirmou que: “Os valores da sociedade estão sendo colonizados pela lógica de mercado”. Sob este viés, tal comportamento industrial pode ser observado na quantidade insuficiente de investimentos em práticas sustentáveis, como a exemplo do descarte de contaminantes em rios ou a emissão de gases tóxicos na atmosfera, práticas poluentes e de baixo custo. Em suma, medidas são necessárias para que esse quadro de preferência pelo lucro seja revertido.
Ademais, vale ressaltar o descaso com gerações futuras como um aspecto que agrava o tema em questão. Nesse contexto, o filósofo Edmund Burke destacou que: “A sociedade é um contrato entre os que estão vivos e os que ainda vão nascer”. Sob esta ótica, a exploração predatória de recursos naturais, como no desmatamento e mineração intensiva, é um exemplo de como as indústrias agem de maneira a não considerar as gerações vindouras, visto que tal exploração pode contribuir para um cenário de escassez e colapso ambiental. Em síntese, torna-se urgente uma intervenção nesse cenário de irresponsabilidade para que o contrato, sugerido por Edmund Burke, seja cumprido plenamente.
Portanto, os governos devem atuar impondo multas e embargos financeiros a companhias que tenham práticas contrárias à sustentabilidade, especialmente indústrias que buscam reduzir custos em detrimento do meio ambiente, essa ação será feita por meio de parcerias entre empresas privadas e órgãos públicos, a fim de que a natureza não seja prejudicada em favor do lucro. Paralelamente, os poderes públicos devem agir em prol da redução de atividades com caráter de exploração predatório.