Desafios para a valorização de atletas paraolímpicos no Brasil

Enviada em 04/10/2024

Atualmente, os Jogos Paralímpicos corroboram o mesmo discurso esportivo, do

desempenho e da potencialização corporal enunciados pelos Jogos Olímpicos. Entretanto, é inegável que, ainda há desafios para a valorização de atletas paraolímpicos no Brasil. Sendo assim, surge a necessidade de compreender a ligação entre: o preconceito com as pessoas portadoras de deficiência e a falta de investimento e visibilidade dos competidores paraolímpicos.

Primeiramente, vale ressaltar que, o desempenho dos atletas paraolímpicos brasileiros, vem ganhando destaque nos últimos anos, porém, o preconceito contra as pessoas com deficiência ainda é um problema a ser debatido no país. Nesse sentido, o sociólogo Nobert Elias, autor do livro “Os estabelecidos e os Outsiders”, aborda acerca de um processo civilizatório no mundo, que busca estabelecer costumes e marginaliza os que não seguem. Dessa forma, PcD são tratadas como um indivíduo incapaz de realizar, desde, atividades básicas até esportes. Desse modo, quando atletas portadores de deficiência, conseguem alcançar prestígio, logo são, estabelecidos como “coitadinhos”, desconsiderando o fato de que, todo atleta de alto rendimento com deficiência ou não tem que se superar.

Em segundo lugar, como consequência do capacitismo, a falta de investimento e valorização dos competidores paraolímpicos tornam-se evidente. Dessa maneira, quando comparamos o valor recebido pelos medalhistas olímpicos e paralímpicos em provas individuais nos Jogos de Tóquio (2020), é perceptível que existe uma desvalorização da premiação recebida pelos atletas paraolímpicos. Além disso, diferente da cobertura Olímpica, a edição Paralímpica de 2024 enfrentou problemas referentes a quase eliminação da transmissão pela TV aberta brasileira e a diminuição da cobertura da mídia tradicional.

Portanto, cabe ao governo federal, em conjunto com a mídia, por meio da elaboração de propagandas e transmissões, apoiar a valorização e investimentos para atletas portadores de deficiência, com o objetivo de combater o capacitismo e o esteriótipo de “incapaz” que é atribuído a essa parcela da população. Bem como, as instituições de ensino, tem um papel fundamental no combate ao preconceito e ao incentivo à pratica de esportes.