Desafios para a valorização de atletas paraolímpicos no Brasil
Enviada em 02/10/2024
De acordo com a Constituição Federal, todos os cidadãos tem direito à prática de esportes no país. Porém, a realidade brasileira se distância da Carta Magna ao analisar a falta de valorização dos paratletas no país. Sob essa perspectiva, é importante entender como a omissão midiática e a negligência estatal cobtribuem com essa falha nacional.
Diante desse cenário, é indubitável que a mídia se mostra omissa no que se refere à valorização dos atletas paraolímpicos. De acordo com dados da ONU o Brasil é o vigésimo país mais desigual do mundo, tal fator reflete na temática a partir do momento o qual se entende que a parcela mais pobre da sociedade (a maioria segundo o IBGE) está fadada a ser telespectadora da TV aberta, entretanto, devido o preconceito enraizado nas grandes empresas televisivas, os eventos esportivos de atletas fora do padrão tende a ser ignorado. Tal fator prova que o Brasil está inserido no conceito de “Capitalismo insidioso” do professor Boaventura de S. Santos, no qual as discriminações perpetuam em meio a avanços sociais, pois, apesar dos jogos paralímpicos crescer no ramo esportivo ele ainda é ignorado pela imprensa nacional.
Além disso, o Estado se mostra negligente perante a situação. É notório que na sociedade estratificada o esporte é, muitas vezes, uma esperança de uma mudança econômica na vida do indivíduo, porém, na questão dos paraolímpicos o governo pouco investe nos atletas. Isso aconte porque, muitas vezes, os responsáveis pela gestão financeira destinada a esses cidadãos usam do maquinário público para o bem individual. Esse tipo de corrupção se chama patrimonialismo e é extremamente discutido pela socióloga lilia Schwartz, a qual denuncia a cultura do individualismo criminoso recorrente entre alguns servidores públicos.
Portanto, o Ministério do Esporte, principal responsável pelo apoio aos atletas brasileiros, deve impulsionar a valorização dos paraolímpicos. É necessário que seja destinado verba para a crianção de locais esportivos geridos pos profissionais da área para atender os paratletas. Assim, haverá mais visibilidade a esses grupos e a realidade brasileira tenderá a acompanhar as premissas da Constituição.