Desafios para a valorização de atletas paraolímpicos no Brasil

Enviada em 05/10/2024

No período histórico do Milistarismo Nazista, foi gerado uma verdadeira caça predatória a indivíduos com deficiência, privando-os de serem equiparados a outros cidadãos. Em relação ao contexto hodierno, foram adotadas medidas para retificar tais atrocidades, incluindo a adesão aos esportes paraolímpicos, porém tal modalidade ainda defronta com diversos desafios a respeito da sua prática. Diante disso, é necessário que haja uma explanação em relação a falta de divulgação dos eventos o que dificulta o reconhecimento dessa classe pela população e a falta de subsídios destinados aos atletas.

Convém relembrar que, sob a óptica social, a convivência com portadores de deficiência ainda é uma realidade custosa para muitos indivíduos, gerando assim um distanciamento natural entre esses dois mundos. Por isso, consequentemente, há ausência de adesão popular a esse tipo de esporte, ocasionando em uma baixa audiência tanto nas redes televisivas como no mundo cibernético. Sob esse viés, cabe citar a reportagem do jornal Estado Minas que informa sobre a infelicidade de 2 atletas femininas que relatam o descaso do público televisivo que em sua maioria não acompanha os jogos Pan Americanos. Desse modo, é visível a barreira social da invisibilidade enfrentada no cotidiano desses esportistas nas mais diversas esferas.

Outrossim, é válido ressaltar que outro fator que corrobora nessa indiferença social é a falta de investimentos nessas modalidades, obstaculizando assim a permanência desse grupo em suas respectivas modalidades. Sob esse prisma, é válido referenciar o Ministério do Esporte que afirma que, infelizmente, quase 50% dos atletas paraolímpicos não possuem nenhum tipo de subsídio governamental. Conforme o que foi visto, mostra-se a urgência de dar as devidas estruturas socioeconômicas para a manutenção dessas práticas competitivas.

Em síntese, configura-se como essencial modificação estrutural em relação a forma como essas modalidades são configuradas. Logo, cabe ao Governo Federal, como agente resolutor máximo, aliado ao Ministério esportivo a extensão do projeto já existente Bolsa Atleta, por meio do aumento de verbas destinadas a esse projeto para que mais indivíduos possam ser contemplados e para que haja a maior visibilidade da modalidade perante a óptica social.