Desafios para a valorização de atletas paraolímpicos no Brasil

Enviada em 06/10/2024

A Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) é um plano de ação global que visa à promoção de vida digna a todos e redução das desigualdades. Todavia, esses objetivos enfrentam barreiras para serem concretizados, visto que desafios para a valorização dos atletas paraolímpicos ainda são uma grave realidade no Brasil. Dessa forma, é preciso analisar a negligência governamental e o descaso midiático como principais causas dessa situação.

Diante desse cenário, nota-se uma inércia estatal a respeito dessa situação. Nessa perspectiva, o filósofo Thomas Hobbes afirma que o Estado é responsável por garantir o bem-estar social. No entanto, a qualidade de vida não é de fato garantida, já que o governo destina poucos recursos financeiros ao esporte paraolímpico em comparação ao olímpico. Nessa ótica, a falta de investimento estatal prejudica os atletas de tal modalidade, visto que sem apoio financeiro suficiente, os esportistas têm menos oportunidades de competir e evoluir na atividade atlética.

Ademais, é perceptível uma falha da mídia diante desse problema. Segundo o filósofo Edmund Burke, a imprensa é um quarto poder, ou seja, tem grande influência na sociedade. Contudo, a mídia não faz perfeito uso de seu poder, uma vez que as competições paraolímpicas recebem pouca cobertura midiática, o que limita a exposição dos atletas e reduz a chance de que suas histórias de superação e conquistas sejam conhecidas pelo grande público.

Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para combater os desafios para a valorização dos atletas paraolímpicos no Brasil. Para isso, cabe ao governo — como órgão de maior autoridade executiva — criar e ampliar políticas públicas de incentivo ao esporte paraolímpico, por meio do aumento de recursos destinados ao desenvolvimento de infraestrutura esportiva adaptada, a fim de promover uma maior inclusão no esporte. Somente assim, a Agenda 2030 será, de fato, efetivada.