Desafios para a valorização de atletas paraolímpicos no Brasil

Enviada em 13/10/2024

Em algumas comunidades indígenas, havia o pensamento intrínseco, passado por gerações, de que crianças que possuiam alguma deficiência física deveriam desde cedo ser sacrificadas pela família, já que, para os grupos, elas não serviam para nenhuma atividade. Sob esse viés, percebe-se que a sociedade ainda pratica o preconceito escancarado às pessoas portadoras de deficiência, principalmente no âmbito esportivo, como nas paraolimpíadas. Por isso, é necessário discutir a mídia como agente que potencializa o segregacionismo e a falta de investimento para o aperfeiçoamento dos atletas.

Sob esse prisma, é notório que os meios de comunicação utilizam métodos separatistas, para determinar o foco do público para uma ‘‘área mais rentável’’. Diante desse cenário, cabe-se citar o documentário ’’ O dilema das redes’’, que afirma que o que as mídias ditam do que é ou não lucrativo, para apresentar ao público, acaba moldando o comportamento do indivíduo. Sendo assim, percebe-se que não apresentar as modalidades esportivas em canal aberto e a falta de anúncios para atrair o público é uma das formas propositais de impedir os parolímpicos serem importantes tão quanto os atletas olímpicos.

Outrossim, é perceptível que a falta de visibilidade desse atletas decorre pelo descaso governamental na preparação dessas pessoas para a Paraolimpíadas.

Nesse viéis, cabe-se citar o livro ‘‘Cidadão de papel’’ que aborda as diferenças dos grupos socias que alcançam ou não os seus direitos previstos nas Constituição, que podem ser mudados com base na força direcionada do governo à situação. Desse modo, pode se notar que a falta de direcionamento aos paraolímpicos diminui a facilidade deles de adentrar em eventos internacionais, visto que muitos não são capazes de sustentar os gastos de treinos específicos indicados.

Em síntese, é preciso que haja uma mudança na dinâmica de orientação de informação e de prestação de serviço ao cidadão. Logo, cabe ao Ministério de Comunicação e as empresas privadas, como agentes atenuadores, disponibilizar momentos de programação obrigatória da Paraolimpíadas no canal aberto e promoção de patrocinamentos dos atletas durante a competição, a fim de que os paradigmas com o tempo sejam quebrados e os paraolímpicos sejam valorizados.