Desafios para a valorização de atletas paraolímpicos no Brasil

Enviada em 15/10/2024

O documentário “Para Todos” mostra a trajetória e desafios de atletas paralímpicos até os Jogos Paralímpicos Rio 2016. Assim como retratado, fundamenta-se a necessidade de não negligenciar a questão dos impasses para a valorização de atletas paralímpicos no Brasil. Dessa forma, esse cenário comprometedor precisa ser analisado, considerando: a carência de divulgação dos esportes paralímpicos e a mentalidade capacitista presente na sociedade.

Sob esse viés, é crucial destacar a falta de informação sobre os esportes para pessoas com deficiência. Nesse sentindo, o filósofo Schopenhauer argumenta que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento de mundo. Esse pensamento relaciona-se à problemática, pois se a pessoa não tem acesso a informações sérias sobre as práticas esportivas, sua visão será limitada, produzindo o pensamento de que os esportes paralímpicos não tem seu devido valor. Isso ressalta a importância de estimular a divulgação das modalidades esportivas reajustadas, assim como previsto na Constituição de 1988, em seu artigo 217, que garante o investimento no esporte formal e informal.

Além disso, é possível observar a cultura do preconceito que naturaliza certas formas de segregação. No período da antiguidade clássica, a sociedade espartana declarava como Perieco aqueles que nasciam com qualquer deficiência física. Esses eram abandonados por suas famílias pois, eram incapazes de ajudar as forças militares. Hodiernamente, muitos indivíduos ainda associam deficiência à incapacidade, devido a uma mentalidade capacitista. Diante disso, surgem aspectos negativos como a exclusão desse grupo, tratamentos diferenciados que subestimam sua capacidade e agressões verbais que revelam uma visão estereotipada. Segundo, Ministério dos Direitos Humanos (MDHC), foram registradas mais de 52 mil denúncias de violação de direitos contra pessoas com deficiência.

Logo, é urgente que a valorização de atletas paralímpicos seja tratada com devida importância para combater o capacitismo.Assim, faz-se necessário que o MDHC crie campanhas, por meio de propagandas em grandes veículos de circulação, para que o saber sobre os esportes seja maior e a visão de incapacidade seja apagada.