Desafios para a valorização de atletas paraolímpicos no Brasil

Enviada em 17/10/2024

A Constituição Federal de 1988 - norma de maior hierarquia do sistema jurídico brasileiro - prevê que o Estado deve incentivar a prática desportiva como um direito de todos, que transcende o mero entretenimento e se configura como um meio de inclusão e cidadania. Entretanto, os atletas paraolímpicos não possuem o devido investimento, principalmente financeiramente. Com isso, observa-se a concretização de um cenário desafiador em virtude do silenciamento midiático e da inoperância estatal.

A princípio, é fulcral atentar para a insuficiência de discussões sobre a valorização do atleta paraolímpico no Brasil. Nessa perspectiva, o filósofo Habermas argumenta que a linguagem é uma forma de ação: discutir um problema é um meio de enfrentá-lo. Sob esse viés, a mídia como formadora de opinião não exerce sua influência a favor dessas competições, uma vez que poderia incentivar as marcas a patrocinarem os atletas e também caberia fazer a cobertura televisiva dos jogos integralmente. Logo, evidencia-se o silenciamento como um desafio que deve ser resolvido para enfrentar a desvalorização paraolímpica.

Ademais, a negligência governamental é um dos principais fatores que dificultam a solução desse problema. De acordo com o filósofo Thomas Hobbes, cabe ao Estado garantir o bem-estar da nação, o que inclui solucionar os empecilhos enfrentados pelos atletas, de modo a suprir todas as necessidades financeiras dos desportistas e suas respectivas comissões técnicas, o que garante o suporte necessário para a participação nas competições. Nesse sentido, nota-se que o governo assume uma postura omissa, e, portanto é necessária uma atuação estatal eficaz para mitigar essa problemática.

Desse modo, é urgente que medidas estratégicas sejam tomadas para reverter esse cenário. Para isso, o governo, em parceria com as emissoras de TV, as quais são formadoras de opinião da sociedade, realizar campanhas sobre a importância da valorização dos atletas paraolímpicos do Brasil, por meio de anúncios publicitários, a fim de promover a adoção de patrocínios por empresas privadas. Além disso, o Ministério do Esporte, deve enviar de maneira equitativa os recursos financeiros necessários para esses atletas para garantir a participação nos jogos.