Desafios para a valorização de atletas paraolímpicos no Brasil
Enviada em 05/11/2024
O filme “Soul Surfer - Coragem de viver”, conta a história de Bethany, que possui um talento natural no surf, tem um de seus braços arrancado, após sofrer um ataque de tubarão, e enfrenta adversidades no dia a dia. Em consonância com a ficção, está a realidade de muitos cidadãos, já que o estigma associado à valorização de atletas paralímpicos no Brasil ainda configura um desafio a ser sanado. Nesse ínterim, é crucial destacar que a ineficácia governamental e a desvalorização por parte da sociedade são os principais agentes suscitadores da problemática na coletividade nacional.
Em primeira análise, é evidente a falta de incentivo do governo para com os atletas paralímpicos do país. Nesse sentido, são encontrados alguns desafios pelos atletas dessa modalidade, tais como: a restrita oferta de oportunidades, o difícil acesso às altas tecnologias do esporte, ao reconhecimento midiático e aos patrocinadores. De acordo com Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população.Contudo, a atual posição do governo frente aos investimentos nos esportes paralímpicos não vai ao encontro da afirmação do filósofo, visto que não ocorre o zelo adequado pela qualidade de vida dos deficientes.
Outrossim, a falta de interesse populacional também configura um problema a ser sanado para mitigar o estigma à valorização de atletas paralímpicos no país.De acordo com o poeta italiano Damioco, a qualidade mais intolerável do homem é a intolerância. Nesse sentido, muitos cidadãos ignoram a importância desses esportes, por conta do preconceito com portadores de deficiência física. Sob esse viés, é notório que a modalidade esportiva supracitada é subestimada pela nação tupiniquim, portanto medidas devem ser tomadas para solucionar esse revés.
Diante do exposto, é fundamental a visibilização de atletas paralímpicos no Brasil. Sendo assim, é necessário que o governo divulgue, por meio das mídias, o trabalho realizado pelos atletas da nação verde-amarela nos jogos paralímpicos, a fim de gerar um conhecimento na população brasileira de que o ofício destes não será ofuscado pelo de atletas sem deficiência. Desta maneira, a ficção de Bethany conseguirá entrar em conjuntura com a realidade.