Desafios para a valorização de atletas paraolímpicos no Brasil

Enviada em 24/10/2024

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, garante a todos cidadãos, sem distinção de capacidade física, o pleno direito ao acesso à saúde, educação, segurança e, sobretudo, ao esporte. Todavia, no que se refere aos desafios para a valorização de atletas paraolímpicos no Brasil, o documento elaborado não se perpetua na prática. Por certo, a negligência estatal e o preconceito enraizado na sociedade são fatores que intensificam esse cenário.

Percebe-se, a princípio, que o descaso governamental possui profunda relação com a problemática. Sob essa visão, de acordo com o filósofo John Locke, há uma ruptura do Contrato Social, já que o Estado não cumpre com seu mínimo dever de garantir que todos os indivíduos usufruam de seus direitos. Dessa forma, devido à ineficácia das ações do Poder Público em oferecer condições acessíveis de competição para atletas paraolímpicos, os empecilhos para a valorização desses esportistas têm aumentado de forma considerável no país. Isto posto, é inaceitável que essa realidade permaneça.

Outrossim, evidencia-se, o preconceito existente na sociedade brasileira como impulsionador da temática. Nesse sentido, segundo o físico Albert Einstein, é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito. Sob esse viés, uma parcela da população questiona a capacidade dos atletas em realizar os esportes que se dedicam a praticá-los a vida inteira, o que faz com que as dificuldades para enfrentar essa problemática aumentem cada vez mais no Brasil. À vista disso, urge a necessidade de mudança.

Infere-se, portanto, a urgência de combater essa problemática no Brasil. Logo, cabe ao Ministério Público- órgão de maior instância do país- a intensificação de leis que contribuam para a prática integral dos esportistas deficientes e a criação de campanhas que demonstrem a importância desses profissionais para o esporte nacional, por meio de políticas públicas, com o intuito de contribuir para a valorização dos atletas paraolímpicos no Brasil. Consequentemente, a Constituição Federal de 1988 será colocada em prática.