Desafios para a valorização de atletas paraolímpicos no Brasil
Enviada em 31/10/2024
No livro, “Brasil do Futuro”, o autor austríaco Stefan Zweig expressa sua confiança exponencial no Brasil como uma futura potência mundial, porém é visto que nas últimas décadas acontece o contrário ao pensamento de Zweig, visto que dificuldades para a valorização de atletas paraolímpicos aínda é uma questão a ser discutida no país sendo a negligência estatal e a omissão social seus principais agravantes.
Primordialmente, a ignorância governamental é fundamental para a subalternização desta problemática. De acordo com o filósofo Nicolau Maquiavel, o principal dever do Estado é a manutenção do poder, sob esse viés os governantes acabam não dando visibilidade à questão do apoio aos atletas paraolímpicos e buscando sempre políticas que tenham um retorno eleitoral para si, ou seja projetos governamentais de curto prazo, enquanto que problemas estruturais da sociedade como o referido embróglio são negligenciados.
Ademais, a omissão social é um fator decisivo sobre a visibilidade deste tema. É notável citar a filósofa Hannah Arendt em sua teoria “Banalidade do Mal” onde ela explica que a população diante de questões sociais acaba não dando a devida importância e normalizam situações de injustiça contribuindo para que não haja pressão social sobre o governo discutir possíveis soluções para tal dificuldade como a valorização de pessoas com deficiência no esporte.
Portanto, cabe ao Estado - retentor de recursos para a transformação social - promover campanhas e oficinas educativas a fim de mitigar os impactos que a desvalorização desses profissionais causam promovendo o bem-estar social. Além disso a mídia deve ampliar a divulgação dessa temática para pressionar o governo a superar a inércia diante do problema. Assim, o Brasil caminhará para se tornar o “País do Futuro” idealizado por Zweig.