Desafios para a valorização de atletas paraolímpicos no Brasil

Enviada em 31/10/2024

A Constituição federal, promulgada em 1988, prevê o direito à igualdade à todos cidadãos. No entanto, na prática, essa garantia é deturpada, visto que a valorização de atletas paraolímpicos é um desafio no Brasil. Desse modo, tal cenário lamentável ocorre tanto pela negligência governamental quanto pelo preconceito.

Diante desse cenário, é válido ressaltar a omissão estatal como um dos catalisadores desse empecilho. Segundo o filósofo estadunidense, John Rawls, em sua obra “Uma teoria da justiça” um governo ético é aquele que disponibiliza recursos financeiros para todos os setores públicos, promovendo igualdade de oportunidades aos brasileiros. Dessa maneira, essa insuficiência do aparato institucional no atendimento às demandas da nação não só contribui para o descaso com a coletividade, mas também infringe um bem assegurado na Constituição: o direito à igualdade.

Ademais, a segregação social é outro impacto que influencia para o reconhecimento desses atletas. É lícito referenciar o físico, Albert Einstein, o qual diz que “é mais fácil desintegrar um átomo que o preconceito”. Nesse contexto, nota-se que a intolerância contra os esportistas paraolímpicos existe, tendo em vista que a audiência desses é inferior àqueles que não tem alguma deficiência por terem a mentalidade de que esses atletas não são capazes de realizar as atividades e representar o país, por falta de visibilidade e patrocínio também.

Depreende-se, portanto, que essa problemática deve ser solucionados. Então, é dever do governo federal – órgão público de maior poder nacional – disponibilize verbas e invista mais na preparação desses atletas, por meio do Ministério do Esporte, a fim de promover uma nação mais igualitária como prevê a Constituição.