Desafios para a valorização de atletas paraolímpicos no Brasil

Enviada em 01/02/2025

“O cidadão invisível” trata da desvalorização de alguns indivíduos na sociedade brasileira. A critica de Dimenstein é evidenciada na valorização de atletas paraolímpicos no Brasil, que se mostra um grande desafio para a inclusão e acessibilidade desses profissionais. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um complexo problema que se enraíza na omissão governamental e na má influência midiática.

Nesse cenário, ressalta-se, de início, que a omissão governamental é um fator gerador do problema. Para Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar dos cidadãos. Porém, tal responsabilidade não está sendo honrada quanto ao incentivo a paratletas brasileiros , visto que a falta de investimento na infraestrutura faz com que muitos espaços esportivos não atendam as necessidades de pessoas com deficiencia, impedindo que muitas pessoas tenham interesse no esporte e visem uma carreira de atleta olimpico. Assim, para que tal bem-estar seja usufruído, o estado precisa sair da inércia em que se encontra.

Além disso, outro fator influenciador é a má influência midiática. Segundo Orwell, a mídia controla a massa. Tal controle é nítido quando ao reconhecimento de paratletas no Brasil, visto que a mídia dedica muito mais espaço aos esportes olímpicos do que aos paralímpicos, limitando o acesso do público a informações sobre esses atletas e suas conquistas, impedindo que novos jovens tenham interesse em serem profissionais. Assim, urge que a midia se responsabilize pelo comportamento que provoca na sociedade.

Portanto, é urgente intervir nesse problema. Para isso, o Governo Federal deve criar uma agenda especifica para o tema, por meio da organização de fundos e projetos, a fim de reverter a inércia estatal que afeta a valorização de atletas paraolímpicos no Brasil. Tal ação pode, ainda, contar com consultas publicas para entender as reais necessidades da população. Paralelamente, é preciso intervir sobre a má influência midiática presente no problema. Dessa forma, o Brasil poderá ter menos “cidadãos invisiveis”, como defendeu Dimenstein.