Desafios para a valorização de atletas paraolímpicos no Brasil

Enviada em 28/01/2025

Aristóteles, grande pensador da Antiguidade, defendia a importância do conhecimento para a obtenção da plenitude da essência humana. Para o filósofo, sem a razão e a sabedoria, nada separa a espécie humana do restante dos animais. Nesse contexto, ao observar os desafios para a valorização de atletas paraolímpicos no Brasil, vê-se que o princípio aristotélico não é alcançado enquanto há falta de visibilidade desses profissionais e infrestrutura inadequada como fatores que potencializam essa característica social e, infelizmente, dificultam a construção de um ambiente ideal.

Inicialmente, é notório que a ausência de visibilidade dos atletas paraolímpicos está relacionada a um problema estrutural. Nesse sentido, verifica-se que a escassez de patrocinadores e cobertura desses atletas cria a falsa impressão que eles são menos importantes. Segundo o filósofo Kant, essa situação é análoga à “Menoridade Intelectual”, que reflete a falta de autonomia do indivíduo. Assim, o cidadão, sem postura crítica, torna-se refém dessa ‘Menoridade’, banalizando a realidade, haja vista que a falta de suporte adequado e a desmotivação dos atletas brasileiros prejudicam o desenvolvimento dessas modalidades no país.

Ademais, salienta-se a carência de infraestrutura como um fator que dificulta a resolução do entrave, uma vez que a falta de acessibilidade, equipamentos e profissionais, prejudicam o desempenho dos atletas paraolímpicos. Conforme Zygmunt Bauman, em sua teoria “Instituições Zumbis”, as instituições sociais, como o Estado, perderam suas funções de controle, permanecendo “vivas”, mas sem eficácia. Logo, a ineficácia das políticas públicas cria condições precárias para os atletas, comprometendo seu rendimento e chances de competir em alto nível.

Depreende-se, portanto, que medidas sejam tomadas, a fim de que o direito a igualdade de oportunidades seja asseverado a todos os atletas paraolímpicos do Brasil. Destarte, cabe ao governo federal ampliar investimentos, criar políticas públicas e garantir acessibilidade aos atletas. A par desse raciocínio, isso deve ser feito por meio de programas de apoio, campanhas publicitárias, bem como recursos financeiros adequados. Finalmente, assim, a população conseguirá sair da “Menoridade Intectual” e, felizmente, concretizar os ideais aristotélicos.