Desafios para a valorização de atletas paraolímpicos no Brasil
Enviada em 08/02/2025
Durante a telenovela “Malhação: viva a diferença” o personagem chamado Anderson, que era corredor , sofre um acidente e fratura a coluna não podendo mais correr normalmente e dessistindo do seu sonho, por falta de infraestrutura e informações para que continuasse correndo. Fora da ficção, no Brasil é extremamente comum que atletas paralímpicos não sejam valorizados, mesmo sendo os mais premiados. Isso se deve pela falta de televisionamento dos próprios jogos e a reafirmação de preconceitos e de diferenças de tratamento.
Em primeira análise, é notório a diferença no televisionamento dos jogos Olímpicos e dos jogos Paralímpicos no país. Isso foi perceptível durante o ano de 2023, onde as Olimpíadas interromperam a programação e foram transmitidas durante todo o dia, enquanto as Paralipíadas foi resumida durante os jornais do dia. Portanto, a população aprende pela própria rede de comunicação, que reforça o preconceito, que esses atletas não são tão importantes como os outros jogadores, sendo assim, não devem ser valorizados da mesma forma.
É importante ressaltar que as Paralimpíadas possuem mais medalhistas brasileiros do que as Olimpíadas. No entanto, o Brasil possui uma cultura de tratar de maneira mais amena portadores de alguma deficiência como se suas dificuldades devessem causar pena. Tal cultura gera dificuldade na representatividade e na autoestima de pessoas deficientes, fazendo com que apesar de terem grande potencial não acreditem na sua competência sendo subestimados pelos outros e por si mesmos por falta de incentivo dos próximos.
Em suma, é comum que a população olhe de maneira penosa para portadores de alguma deficiência e desincentive seus sonhos e com isso, a falta de repercurssão só incentiva tal tratamento. Logo, é necessário que os meios de comunicação se desprendam do preconceito enraisado e transmitam de maneira igual ambos os jogos durante sua programação para que gradualmente os cidadãos deixem essa cultura preconceituosa de lado e tais atletas sejam valorizados da maneira correta sem serem vistos de forma penosa pelos outros.