Desafios para a valorização de atletas paraolímpicos no Brasil
Enviada em 14/02/2025
A Constituição brasileira de 1988 prevê, em seu artigo quinto, o direito à igualidade. No entanto, esse direito vem sendo violado à parcela praticantes de esportes paralímpicos, uma vez que não recebem reconhecimento de forma igualitária em relação aos esportistas não paralímpicos. Por isso, deve-se analisar como o descaso midiático e a discriminação constante compactua com a permanência da questão.
Em uma primeira observação, é importante ressaltar como a abstenção por parte da mídia é uma das principais causas dessa carência de reconhecimento. Visto que, de acordo com uma pesquisa do OUL, umas das maiores emissoras do país, a rede Globo, exibiu 84% dos jogos durante as olimpíadas, exaltando que, em sua maioria, os jogos não exibidos estavam acontecendo de forma simultanêa a um esporte que já estava sendo exibido. Porém, o cenário é destoante quando se trata dos jogos exibidos nas paraolimpíadas, tendo em vista que o índice foi de apenas 33%. Demonstranto de forma escrachada, como os veículos de comunicação desprestigiam esses esportista, gerando uma falta de valorização desses esportistas pelos cidadãos de seu país.
Ademais, é preciso destacar como o preconceito recorrente também gera uma invisibilização para esses atletas. Dado que, nota-se com clareza como a quantidade de patrocínio recebido pelos atletas olímpicos é descrepante em relação aos esportistas paralímpicos. A partir de uma pesquisa feita pelo site www.exame.com.br, a qual ainda acrescenta que essa diferença chega a 64%. Reforçando a ideia de desvalorização desses atletas e os privando de oportunidades.
Diante do exposto, é dever do Poder Legislativo criar uma lei que obrigue as emissoras que optarem por exibir jogos olímpicos, a exibir a mesma quantidade de jogos de ambos os campeonatos. Isso deve ocorrer de modo que o Ministério Público possa fiscalizar. Para que os atletas paralímpicos passem a ser mais valorizados e o pricípio constitucional seja respeitado.