Desafios para a valorização de atletas paraolímpicos no Brasil
Enviada em 06/04/2025
A 1ª medalha do Brasil nos Jogos Paraolímpicos foi conquistada em Toronto, em 1976, por Luiz Carlos da Costa, atleta cadeirante. Atualmente, no entanto, persistem desafios para a valorização de desportistas paraolímpicos, decorrentes da escassez de investimentos e do pequeno enfoque midiático, resultando na invisibilidade dessa categoria esportiva.
Diante desse cenário, suporte o financeiro limitado proporcionado aos esportistas paralímpicos configura-se como um entrave significativo à valorização dessa modalidade de esporte. Em virtude disso, atletas são induzidos a optar por alternativas pouco eficazes, como faz Ricardo Serpa, atleta paraolímpico de corrida e campeão nacional, que usa a cadeira de rodas emprestada de um colega enquanto aguarda a conclusão de uma vaquinha online, criada em 2024, para adquirir seu próprio equipamento. Tal situação evidencia que o respaldo econômico disponibilizado pelo Ministério do Esporte é insuficiente para suprir as demandas básicas desses competidores, contribuindo para a manutenção da invisibilidade e desigualdade do esporte nacional.
Além disso, a exígua cobertura midiática dos eventos paralímpicos limita o conhecimento da população. Nesse contexto, durante as Paraolimpíadas de Tóquio, as transmissões corresponderam a somente 17% da cobertura esportiva nacional e poucos canais deram destaque aos atletas brasileiros paraolímpicos. Por isso, a desvalorização do esporte e atletas dessa modalidade ocorre por ignorância, haja vista que o desconhecimento a respeito do assunto impede que se outorgue a importância devida, uma vez que é impossível valorizar algo desconhecido.
Com isso, para enfrentar a invisibilidade dos atletas paralímpicos, o Ministério do Esporte deve criar programas de incentivo financeiro voltados para essa categoria, exigindo como contrapartida a divulgação midiática dos beneficiados, por meio da Lei de Incentivo ao Esporte. Além disso, é necessário estabelecer parcerias com emissoras públicas e privadas para ampliar a cobertura das competições. Tais medidas visam aumentar a valorização desses atletas e promover maior inclusão no cenário esportivo nacional.