Desafios para a valorização de atletas paraolímpicos no Brasil
Enviada em 25/04/2025
Com a adaptabilidade das Olimpíadas para pessoas de potencial esportivo que era limitado pelos padrões “normais”, as Paraolimpíadas foram uma importante criação de inclusão social nos esportes. Entretanto, esses atletas acabam enfrentando desafios para sua valorização em sua profissão,devido a desigualdade social, mais precisamente o preconceito oque, dessa forma, impossibilita uma carreira mais promissora para os esportistas.
Nesse segmento, de acordo com o portal de notícias “UOL “, cerca de 71% dos atletas paraolímpicos já sofreram algum tipo de preconceito ao longo da vida ou no início da carreira. Partindo disso, percebe-se como o preconceito estrutural ainda está presente na sociedade, dificultando o reconhecimento desses competidores. Se não fosse pela perseverança dos esportistas, aliada à criação das Paraolimpíadas como espaço de inclusão, muitos desses atletas sequer teriam oportunidade de construir uma trajetória profissional. Dessa forma, a visão estagnada da sociedade continua a impedir o desenvolvimento de talentos que permanecem invisibilizados por conta das discriminações.
Ademais, a falta de reconhecimento dos atletas paraolímpicos se interliga com a forma de como a sociedade enxerga as pessoas com deficiência no geral. Na série Special, da Netflix, Ryan O’Connell, que tem paralisia cerebral leve, passa parte de sua vida tentando provar que é capaz de fazer as coisas sozinho, sem depender de auxílio. Ao analisar tal situação mencionada, percebe-se uma semelhança entre a realidade da série e a dos atletas paraolímpicos que, mesmo com talento e esforço, ainda precisam lidar com o preconceito e a falta de espaço. Dessa forma, enquanto a sociedade continuar enxergando a deficiência como sinônimo de incapacidade, o trabalho e a dedicação desses esportistas vão seguir ignorados ou subestimados.
Em suma, a dificuldade para valorização de atletas paraolímpicos no Brasil é dada pela visão preconceituosa estagnada na sociedade, que relaciona a deficiência dos esportistas à incapacidade e inferioridade. Dessa forma, é necessário que Congresso Nacional, Órgão responsável pela lei, aplique punições mais severas às injúrias, por meio da criminalização de tal ato, assim teria-se a diminuição do preconceito, consequentemente valorizando o papel do atleta paraolímpico.