Desafios para a valorização de atletas paraolímpicos no Brasil
Enviada em 28/04/2025
A Constituição Federal de 1988, ao garantir o direito ao esporte como elemento formador da cidadania, aponta para a importância de valorizar todos os atletas, inclusive os paralímpicos. No entanto, no Brasil, apesar de avanços pontuais, esses esportistas ainda enfrentam sérias dificuldades para obter reconhecimento. Nesse cenário, percebe-se que a falta de cobertura midiática e o preconceito estrutural são entraves para a valorização desses atletas.
Em primeiro plano, a escassa cobertura da mídia é um obstáculo importante. De acordo com o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), o investimento em divulgação dos Jogos Paralímpicos é muito inferior ao destinado aos Jogos Olímpicos. Isso gera desconhecimento sobre as conquistas dos atletas paralímpicos, diminuindo seu reconhecimento social e dificultando patrocínios essenciais à carreira esportiva. Assim, a falta de espaço nos grandes meios de comunicação perpetua a invisibilidade dessas trajetórias de superação.
Outro desafio relevante é o preconceito estrutural que marginaliza pessoas com deficiência. Segundo a ONU, o capacitismo — discriminação contra pessoas com deficiência — é um problema persistente no Brasil, refletido também no esporte. Esse preconceito limita o apoio institucional e a formação de novos talentos paralímpicos, tornando mais difícil a construção de uma cultura esportiva verdadeiramente inclusiva. Portanto, é necessário combater essa mentalidade excludente para promover a igualdade de oportunidades.
Diante disso, cabe ao Ministério da Cidadania, em parceria com o Ministério do Esporte, criar campanhas de conscientização e incentivo à cobertura midiática de atletas paralímpicos. Essa ação deve ocorrer por meio de acordos com emissoras e financiamentos públicos, promovendo a transmissão de competições e histórias desses atletas. Desse modo, haverá uma maior valorização social dos esportistas paralímpicos e um fortalecimento da inclusão no Brasil.